We need time and space and silence to remember who we are, who we once were, and who we can become. There is a way, and every one of us contains the potential to find it.

Jonathan Harris + Greg Hochmuth
August 2015

 

Uma curadoria de 10 mil videoclipes, 10 mil conversas em áudio, notícias, tweets, gráficos, listas e milhões de dados, apresentados num ambiente online de visualização – um dos casos em que a arte e o jornalismo estreitam fronteiras. Trata-se de uma crítica ao voyerismo e à onisciência da web: ao entrar no site, você tem apenas sete minutos para consumir o que quiser, depois será banido por 24 horas. Ansiedade, frustração e raiva, além de outros sentimentos comuns a certas redes sociais são instantaneamente provocados. Mas, espere: isso é jornalismo? Por que não? E quem se importa?

Network Effect explora os efeitos psicológicos na humanidade do uso contínuo da internet. Como a própria internet, o projeto é infinito, com conteúdo apresentado em visualização de dados. Para ver e ouvir tudo seriam preciso horas, mas a janela é limitada a sete minutos – com os segundos variando de acordo com a expectativa de vida no país de origem do usuário (que ele descobre pelo IP).

Os vídeos ativam um voyerismo, os sons nos remetem a segredos, e os dados prometem uma espécie de onisciência, mas tudo é uma miragem – não há ninguém para ver, nenhum segredo para encontrar, e os dados são absurdos. Neste sentido, o projeto espelha a experiência de navegar na web – cheia de potencial, mas em última instância sem vida. Não saímos da experiência mais felizes, nutridos ou sábios, mas sempre mais ansiosos, distraídos e hipnotizados. Esperamos nos encontrar, mas ao invés disso nos esquecemos de quem somos, caindo numa viciante viagem de ópio em cada clique. (trecho traduzido do About this Project)