Várias pessoas ficaram muito emocionadas e choraram. Alguns sírios ainda mais, por causa da familiaridade – todo o áudio está em árabe.

Paisley Smith, assistente da diretora do projeto, Nonny de la Pena

Mostrava pela primeira vez publicamente no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o Projeto Síria, criado pelo Interactive Media Lab da University of Southern California, utiliza óculos de realidade virtual para colocar o usuário imerso dentro de uma área em que cidadãos comuns foram atingidos pelo conflito armado.

Trata-se de uma instalação multimídia em que a pessoa pode escolher dois ambientes: uma explosão de bomba numa rua movimentada em Aleppo, ou um campo de refugiados. Em cada caso a equipe realizou uma enorme pesquisa para que as situações fossem totalmente realistas.

Para o cenário da bomba, a equipe analisou diversas filmagens feitas depois da explosão para duplicar o evento no ambiente virtual. A co-produtora Vangelis Lympouridis explicou o processo para a revista MotherBoard: “Buscamos no Google Translator em árabe e encontramos filmes caseiros de uma explosão de rua, e conseguimos traçar onde ela ocorreu. Pegamos frames do vídeo, criamos imagens panorâmicas e recriamos a vizinhança de Aleppo onde houve a explosão. Para o campo de refugiados, enviamos uma equipe de campo para gravar a situação. O áudio é real, o que cria um forte senso de presença”.

Tem sido discutido inclusive os limites do jornalismo imersivo em realidade virtual, que poderia ser capaz de gerar traumas tão fortes quanto os vividos ao vivo pelos personagens.

Abaixo, o teaser do cenário da bomba:

 

SAIBA MAIS

Vídeo de Nonny de la Peña, criadora do projeto

Docubase: Project Syria

Revista Vice sobre o Project Syria

Limites éticos do jornalismo virtual