Imagens de satélite tiradas desde 1984 foram tratadas, individualmente, pela equipe do Google Earth Engine. Foram mais de 5,4 milhões de imagens que tiveram algum tipo de recuperação: pixels perdidos, por exemplo. Uma imagem de TV em HD tem 300 mil pontos de luz – um pixel. Cada imagem do Google time-lapse tem 3,95 trilhões de pixels.

Em 2013, a revista Time lançou a primeira rodada de imagens do Google transformadas em vídeos curtos, mostrando as alterações geradas no planeta, vistas de cima. Degelo no Alasca, a criação de Dubai, o crescimento de cidades como Las Vegas, a construção do canal do Panamá.

Agora, com uma atualização na versão 2016, é possível ver, por exemplo, a construção da Usina de Girau, no Rio Madeira, no Brasil, e todo o impacto gerado no local. Ou o tsunami que destruiu Fukushima, no Japão, em 2011.

It’s an undeniable achievement that we can keep such a close, sharp eye on our world. It will be even more to our credit, however, if that ability leads us to care more for the world too.
Jeffrey Kluger, editor do projeto na Time